28/01/2011 | Notícia | Revista Mineira do Aço - Dezembro 2010
Sustentabilidade é a palavra que tem tido grande peso no que diz respeito à sobrevivência humana. Muito se tem dito e feito pela preservação de nascentes e rios e o setor produtivo não tem fugido à regra. São inúmeras as iniciativas de preservação e reaproveitamento, e os empreendimentos atuais já nascem com preocupação ambienta!. Um dos setores que mais consome água no país é o da construção civil. Nos canteiros de obra, a água é consumida pelos operários, para uso próprio, na obtenção e cura do concreto, testes de impermeabilização e instalações hidráulicas, bem como na limpeza realizada nas unidades para entrega. A construção metálica tem a solução para esse passivo ambiental, gerado pela indústria da construção civil, através de um projeto que não consome água.
Trata-se do steel framing, um sistema industrializado que utiliza como base a estrutura de perfis leves de aço zincado conformado a frio. Eles são unidos principalmente por parafusos autobrocantes e pinos especiais. De acordo com a Gerente Executiva do Centro Brasileiro da Construção em Aço (CBCA) Cátia Mac Cord, neste sistema, os elementos estruturais estão interligados entre si, desde o nível do piso até a estrutura do telhado. "Eles ficam perfeitamente alinhados, formando um conjunto monolítico leve e resistente. Tanto os revestimentos internos, quanto externos chegam prontos à obra. Por isso, .que ele é denominado de sistema 'seco"', explica.
Mac Cord informa que nesse sistema há uma melhor organização do canteiro de obras. "Devido à ausência de grandes depósitos de areia, brita, cimento, madeiras e ferragens, há economia e o canteiro oferece melhores condições de trabalho", afirma. Ela ainda alega que vale lembrar que não gerar resíduos é mais importante do que a reciclabilidade ou não dos mesmos. "O processamento desses materiais requer transporte de entrada, saída, gera um transporte de entrada evitável e demanda energia de transformação", completa.
No sistema steel framing, as estruturas de aço e os sistemas industrializados complementares requerem menos transporte de entrada no canteiro de obras e quase nenhum de saída. A gerente justifica que além disso, ele gera edifícios mais leves e com menor energia contida em sua massa total, necessária para gerar a edificação e suas partes. E que estes conceitos são cada vez mais caros aos empreendimentos urbanos e às suas soluções tecnológicas.
Fonte: Revista Mineira do Aço - 28/01/2011