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Aço em evidência


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Funcionalidade da estrutura metálica é evidenciada
quando as soluções são definidas desde a
concepção do projeto e do planejamento

Demanda por canteiros mais racionais e limpos aumenta procura por sistemas estruturais metálicos. No entanto, benefícios só são alcançados com projetos minuciosos.

A preferência de projetistas e construtores brasileiros pelo concreto ainda é forte, mas gradualmente as estruturas metálicas ganham espaço em seus empreendimentos. Embora o preço do sistema muitas vezes inviabilize seu uso, novas demandas do mercado vêm impulsionando a procura pela tecnologia, que tem dentre os principais trunfos a rapidez de execução. Além disso, é crescente o apelo ecológico do aço, um material reciclável, industrializado, indutor da redução do desperdício no canteiro.

Especificação

A indústria garante a flexibilidade necessária aos projetos com perfis de diversas geometrias e dimensões - conformados a frio, laminados, soldados, tubulares, entre outros , além de soluções de encaixes e de fixação de peças. Os principais requisitos para os aços destinados a aplicações estruturais são a elevada tensão de escoamento e tenacidade, boa soldabilidade, homogeneidade microestrutural, suscetibilidade de corte por chama sem endurecimento e boa trabalhabilidade em operações, tais como corte, furação e dobramento.

Os aços estruturais podem ser classificados em três tipos principais, de acordo com a tensão de escoamento mínima: aço carbono de média resistência (limite de escoamento mínimo de 195 a 259 MPa), aço de alta resistência e baixa liga (limite de escoamento mínimo de 290 a 345 MPa) e aços ligados tratados termicamente (limite de escoamento mínimo de 630 a 700 MPa).

Entre os estruturais, o ASTM A36, um aço carbono de média resistência mecânica, é muito utilizado. Mas a tendência de adoção de estruturas mais robustas vem demandando emprego de aços de maior resistência e baixa liga, de modo a evitar estruturas muito pesadas. A adição de elementos químicos como o nióbio, vanádio, titânio e outros promovem grandes ganhos às propriedades mecânicas nesse tipo de aço.

Aspectos de projeto e montagem

Para assegurar melhor desempenho e também reduzir custos, o projeto de estrutura metálica requer mais detalhamento do que sistemas convencionais. O projeto detalhado também facilita a resolução de aspectos críticos, como a proteção das estruturas contra incêndios e à corrosão. A correta escolha e posicionamento dos elementos estruturais, por exemplo, pode impedir o acúmulo de poeira e umidade, além de possibilitar a especificação adequada do sistema de proteção do aço, de acordo com a agressividade do meio.

Nunes - O setor de galvanização tem-se profissionalizado ao longo dos últimos anos. Hoje os galvanizadores já são considerados uma indústria de proteção do aço contra a corrosão. Todas as empresas se certificaram na ISO 9001, com a preocupação de cada vez oferecer maior valor agregado para seus clientes. Adicionalmente, elas têm tido uma grande preocupação com a sustentabilidade ambiental e social, o que as tem levado a se certificar pelas normas da ISO 14001, OSHAS 18000 e SA 8000. Ou seja, o setor começa a ter uma cara de indústria e estamos preparados para suprir a demanda dos próximos anos.

Normas técnicas

NBR 8800 - Projeto e Execução de Estruturas de Aço em Edifícios (Métodos dos Estados Limites)
NBR 14323 – Dimensionamento de Estruturas de Aço em Situação de Incêndio - Procedimento
NBR 14432 - Exigências de Resistência ao Fogo de Elementos Construtivos - Procedimento NBR 14762 - Dimensionamento de Estruturas de Aço Constituídas por Perfis Formados a Frio NBR 5419 - Proteção de Estruturas Contra Descargas Atmosféricas
NBR 8681 - Ações e Segurança nas Estruturas - Procedimento
NBR 6657 - Perfis de Estruturas de Aço > NBR 6355 - Perfis Estruturais de Aço Formados a Frio - Padronização


Boas práticas na pintura de estruturas metálicas

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1- O preparo da superfície pode variar de acordo com o substrato, mas, em geral, recomenda-se a lavagem com hidrojateamento deultra-alta pressão e com tensoativos neutros para remover resíduos de tinta.

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2- Antes de aplicar o primer, o aplicador deve homogeneizar muito bem os componentes e aguardar o tempo de indução. A espessura da camada varia conforme a agressividade do ambiente. Mas, como referência, em um local de baixa a média agressividade, recomenda-se espessura de 100 a 150 micrômetros.

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3- É preciso definir de antemão o tratamento - se retoque, pintura ou repintura - e a solução a ser utilizada - se tinta líquida ou em pó. As informações das fichas técnicas e de segurança devem ser lidas com atenção.

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4- Após a aplicação do primer é preciso esperar o intervalo entre demãos, conforme orientação do fabricante do produto.


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5- A aplicação da tinta de acabamento, normalmente de base poliuretânica, deve seguir cuidados com relação à homogeneização, ao tempo de indução e ao período de secagem. A proporção de diluição da tinta deve ser condizente com o tipo de aplicação. Muitas tintas podem ser aplicadas com trincha ou rolo, sem necessidade de diluição. Já a pistola não consegue pulverizar se a tinta estiver muito grossa.

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6- A cada etapa da pintura concluída recomenda-se a checagem da espessura. Uma vez atingido o tempo de cura final, geralmente de sete dias, deve ser avaliada a aderência do sistema ao substrato.

"O processo de produção de uma obra metálica é diferente daquele de uma convencional", comenta o arquiteto Roberto Inaba, membro do CBCA (Centro Brasileiro da Construção em Aço). Ele lembra que em uma obra industrializada não é o construtor, o dono da obra, quem contrata a mão de obra, compra o material e faz a montagem. Nesses casos, a execução da estrutura é, obrigatoriamente, terceirizada. "É preciso mão de obra especializada para fazer a montagem, mas a responsabilidade pela contratação não é do contratante, mas do fabricante da estrutura", diz Inaba.

Na operação de montagem, é imprescindível verificar as fundações, o alinhamento, nivelamento, esquadro, prumo e plano de rigging - detalhamento da movimentação vertical das peças desde o local da armazenagem até o posicionamento final na estrutura.

As ligações entre o aço e os demais materiais da obra merecem atenção especial, com detalhamento preciso de todas as situações construtivas e das interferências com as instalações antes da fabricação. A técnica mais empregada é a de peças soldadas em fábrica e depois aparafusadas no canteiro. Em obras com solda em campo é preciso criar dispositivos especiais no detalhamento, com ligações aparafusadas auxiliares a serem retiradas depois da solda.

Os componentes das estruturas metálicas devem ser descarregados e armazenados o mais próximo possível da obra a fim de minimizar o remanejamento no canteiro e seu transporte vertical. Os dois tipos de equipamentos mais comuns para montagem são as gruas e os guindastes.


Fonte: Anuário Pini Construção – 15/04/2011

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